Reencontro Peer

Aconteceu na sexta feira, 28/10/2016,  um reencontro Peer, uma reunião entre algumas gerações de participantes do Peer Leader para definir os próximos passos desse projeto educacional tão interessante. O projeto Peer Leader começou por volta de 1999 e passou por … Continuar lendo

​18° congresso nacional da União da Juventude Socialista – Canto a esperança de um mundo novo 

Foto: Cobertura Colaborativa 

O Sociologia de Salto Alto está de volta e com toda a força e alegria direto de um dos congressos mais importantes de políticas públicas e mobilização social de juventude do Brasil, o 18° Congresso Nacional da UJS. A união da juventude socialista é uma entidade que une jovens de esquerda de todo Brasil que estão interessados em mais do que o discurso político, que se interessam por fazer política de forma democrática, dando voz a todos os grupos sociais e atuando fortemente nas frentes de Educação, Feminista, LGBT, de Negros e Negras e em defesa das classes mais baixas. 

O congresso de 2016 vem com o tema “Canto a esperança de um mundo novo” para exaltar a alegria e força da juventude que ocupou escolas por pautas educacionais e que vem tomando a linha de frente na luta contra o golpe político. A magia não só desse congresso, mas desses jovens, é a capacidade de lutar por pautas muito sérias e de fazer política com responsabilidade e com o sorriso no rosto, de fazer a luta ser divertida e includente, com um humor cada vez mais livre de preconceitos, machismo, lgbtfobia e qualquer forma de opressão. 

Ontem (sexta, 29/06/2016) , no segundo dia de congresso, aconteceu um ato político  com a presença de importantes lideranças de esquerda como o presidente nacional da UJS Renan Macaxeira, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a vice-prefeita e secretaria municipal de educação Nadja Campeão, a Presidenta nacional do PCdoB Luciana Santos, a Presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes) Carina Vitral, o ex senador Eduardo Suplicy, o deputado Orlando Silva e Lula, ex-presidente  da República. As falas lembraram a importância da UJS na construção de políticas públicas de educação como o Prouni e o Reuni, a importância do movimento estudantil na construção da constituição de 1988 e do período democrático que se seguiu e está atualmente sendo ameaçado. O ex presidente Lula fez uma convocação aos jovens brasileiros para que tomem os espaços políticos e reclamem seu direito à voz ativa, fazendo graça quanto à sua idade e lembrando que nós, jovens, somos os únicos que conhecemos as reais necessidades da juventude, não cabendo a “velhos políticos” e conservadores tomarem decisões por nós. 

Lula também falou sobre esses novos comunismo e socialismo que são as vertentes da UJS, um comunismo que superou sua fase violenta e agressiva e hoje luta por um mundo de aceitação e respeito, onde todas as pessoas sejam livres para ser como desejam e ninguém sofra violência ou opressão por não se enquadrar ao padrão, estético, sexual, comportamental e étnico.

Com esse objetivo a estratégia é festejar a diversidade, empoderar pelo amor próprio e ao próximo e exigir respeito. Para isso a UJS se divide e ocupa espaços nas entidades de representação dos estudantes e em diversos movimentos sociais, levando ações e debates e buscando cada vez mais dar os espaços de poder político para a população que mais necessita.

1° Seminário sobre a Política Municipal de Inclusão Digital 

 
Aconteceu na última sexta feira (21/8/2015) o Seminário sobre a Política Municipal de Inclusão Digital, promovido pela Coordenadoria de Conectividade e Convergência Digital, parte da Secretaria de Serviços da Cidade de São Paulo, com o intuito de debater atualizações para a Lei Municipal nº 14.668/2008 que institui a política de inclusão digital no município. A lei trata exclusivamente da criação de centros de democratização da rede mundial de computadores, os Telecentros. Atualmente a cidade já conta com mais de cem Telecentros, também mais de cem praças com acesso a Wi-Fi Livre e se prepara para receber 12 Laboratórios de Fabricação Digital, sendo necessária a atualização da lei.

A mesa foi comandada pelo Coordenador João Cassino, entre apresentações e debates passaram por ela o Secretário Municipal de Serviços Simão Pedro, a Vereadora Juliana Cardoso, o Vereador Police Neto, Drica Guzzi representante do Acessa São Paulo, Ciro Berdeman representando a presidência da SPTrans e o projeto MobiLab, Edgard Piccino representando a prefeitura de Bragança Paulista, Everton Zanella, do Open Knowledge, Livia Ascava, do LabHacker, Wildner Sanches, do Coletivo Digital e Izabel Valverde, do Open Suse. Apesar do evento ser aberto o público maior era de Agentes de Inclusão Digital da Prefeitura, os colaboradores dos Telecentros e convidados de outras secretarias.

Foi muito ressaltada durante o evento a importância dos atuais Telecentros como espaços de inclusão não só digital mas também social, porém considerada em vários momentos a necessidade de maior investimento em capacitação para que os Agentes de Inclusão Digital possam desenvolver um trabalho mais produtivo com esses usuários. Para isso foram comentados projetos em andamento na Coordenadoria, como a parceria com o programa Pronatec. Um dos focos principais, citado por quase todos os participantes das mesas, foi a produção da cultura digital que relacionada a uma nova política de inclusão digital na cidade de São Paulo pode ser abordada de incontáveis modos. Trata-se do uso da internet como meio para a produção de conhecimento e não como fim, ir além da preocupação básica com estrutura tecnológica e dar a real importância a abertura de horizontes provocada pelo encontro com a tecnologia. Democratizar a internet ensinando as pessoas a produzir conteúdo de qualidade, a se apropriarem dos ideias dos softwares livres, incentivando o trabalho social de pequenos coletivos como no Edital Redes e Ruas e explicando aos usuários o impacto que ações como essa produzem no meio político e econômico reais, para além das redes sociais. O foco agora é inclusão sociodigital.

O seminário também foi palco da assinatura do convênio para a montagem e ativação da Rede de Laboratórios de Fabricação Digital, os queridos FabLabs. O projeto trata de instalações de laboratórios com máquinas de corte a laser, impressoras 3d e outros aparelhos de última geração que além de promover cursos para que qualquer pessoa possa utilizar as máquinas também irá trabalhar com os alunos em projetos que beneficiem a comunidade onde está inserida. Os doze laboratórios estarão a princípio localizados em pontos estratégico da cidade, contemplando centro e periferia e tendem a se expandir. A empresa ITS Brasil, selecionada através de edital ficará responsável por questões de gestão e aplicação do conceito pedagógico, enquanto cabe à prefeitura disponibilizar os espaços e o maquinário.

Quanto a atualização da lei o projeto ainda será escrito baseando principalmente os tópicos levantados no seminário, depois seguirá seu processo burocrático por gabinetes, votação na Câmara dos Vereadores e segue para sanção do Prefeito Fernando Haddad. Se você perdeu o Seminário perdeu um ótimo evento, instrutivo e divertido, mas ainda pode colaborar com sugestões através do site http://debateinclusaodigital.com.br até o dia 21 de setembro. Por fim gostaria de parabenizar a linda quepe da CCCD pela realização do evento, tenho muito orgulho em fazer parte desse time que batalha com todas as forças para que a inclusão sociodigital seja mais que um sonho na cidade de São Paulo.

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Escarlatina – Procurando bem, todo mundo tem….

  

Era um lindo final de semana de folga na praia, tudo tranquilo até sermos arrebatados por uma febre do Bernardo. Com um breve exame mãe-clínico constatei que o problema estava na garganta, um dia antes de viajarmos já havia percebido um pouco de vermelhidão forte na garganta, por isso mesmo mantive ele de camiseta na praia e nem fomos mergulhar, mesmo estando um sol lindo. Em menos de 24 horas a pequena vermelhidão se tornou grande e com bolhas brancas de infecção. Levei para casa, dei banho e antitérmico e enquanto ele dormia sob os cuidados do vovô, eu e vovó fomos à farmácia procurar antiinflamatório e mais antitérmico. Não, não sou a favor de medicar criança aleatoriamente, apenas dei os remédios que são normalmente indicados para início de inflamação na garganta pelos pediatras que ele já frequentou, nas mesmas dosagens. A febre cedeu, ele brincou a tarde toda mas ficamos em casa mesmo. Aquela noite foi de sono tranquilo, o Be acordou uma vez só para usar o banheiro (que mocinho!!). O dia seguinte amanheceu com chuva, deixando o Bê extremamente chateado, mesmo ele estando bem só conseguimos sair para uma caminhada na praia no fim da tarde e bem agasalhados. Naquela noite aconteceu a festa junina da praia em família, como a rua tem várias casas de familiares montamos fogueira e comes e bebes na rua mesmo e fazemos a maior festa, porém esse ano o Be se recusou a sair de casa, mesmo todo arrumadinho de caipira ele preferiu ficar brincando na sala, nós nos revezávamos para ficar com ele e aproveitar a festa, também não queria comer nada, apenas um bolo de morango o conquistou. 

A febre voltou, já tinha dado o horário então dei o antitérmico novamente, a febre abaixou e coloquei na cama, quando fui colocar o pijama percebi que ele estava muito vermelho, na virilha, no peito e nas costas, mas achei que fosse da febre e como estava baixando, iria passar. Como todos já estavam em casa e o Be dormindo, aproveitei para relaxar no silêncio lá fora um pouco com meu amor, mas não durou muito, logo recebi uma mensagem de que o Be tinha acordado novamente e eu corri para o que seria uma das noites mais angustiantes que passei com ele. A febre voltou com tudo e chegou a 38,7, ele delirava, se coçava todo, cada vez mais vermelho e eu em pânico, para não acordar ele e a casa inteira, eu e meu super companheiro que se mostra cada dia mais incrível em me apoiar e cuidar do Bê, optamos por não dar banho mas usamos panos molhados e muito carinho. Enquanto fazíamos isso procurei pelo plano de saúde algum local de atendimento 24 horas, nada, para correr ao médico eu teria que acordar meu país e subir a serra de madrugada e no desespero, mesmo minha mãe sendo a melhor motorista do mundo não achei que era uma boa ideia, mas era o que eu faria se a febre passasse de 39°. Medi a febre novamente e ela baixava muito lentamente, mas seguimos com paninhos. Confesso que nunca senti tanto medo, eu sabia que existia a chance de ele convulsionar e que eu não podia deixar isso acontecer, mas se acontecesse eu também não saberia o que fazer. Mas não aconteceu, mesmo lentamente a febre baixou para 37,5° lá pelas 4 da manhã, eu e Guá, exaustos e aliviados conseguimos cochilar um pouco. 

O Sol de domingo de manhã chamava para a praia, mas mesmo com o coração apertado por não saber quando vou tirar folga novamente convenci a todos para voltarmos ainda de manhã para São Paulo. O Be acordou de bom humor, porém com muita coceira e a vermelhidão havia se transformado em milhares de bolinhas pequenas, vermelhas e ásperas. Tomamos café, demos uma geral na casa e viemos de volta para a cidade grande, minha mãe nos deixou na porta do hospital infantil Sabará ainda era meio dia.

 Eu já tinha me preparado psicologicamente para ficar lá horas e horas, mas para a nossa surpresa foi tudo muito rápido. Entramos e ainda na sala de pré-atendimento as enfermeiras já deram prioridade “mãe, isso deve estar coçando muito, vou colocar como emergência” e subimos rapidamente para a sala de espera da pediatra, nem cinco minutos para o Be pintar o desenho, para a minha sorte ele estava de ótimo humor, e a médica já chamou. Indiquei a ela os sintomas, vermelhidão, coceira, febre alta, bolinhas, falta de apetite, ela examinou e rapidamente já teve certeza “é escarlatina” exclamou e eu no auge da minha ignorância sobre patologias fiz “hein? O que é isso?”. Então a pediatra me explicou que é uma das doenças consideradas infantis, como catapora, roséola, sarampo e etc, ela tem duas possibilidades para infectar a criança, é contagiosa até o início da medicação, ou pode aparecer como evolução da infecção de garganta. É uma infecção forte na garganta, que atinge a pele da criança com esse aspecto áspero, também incha um pouco a língua deixando as papilas ressaltadas. Não é uma doença grave porém ela tem facilidade em evoluir caso o tratamento não seja correto, pode virar pneumonia, meningite, febre reumática e outras doenças. 

A pediatra explicou que por ser uma doença bem característica e pelo Be apresentar todos os sintomas e nada além, não seria necessário o exame sanguíneo, a não ser que eu fizesse questão. Não fiz, se é desnecessário acho desnecessário também ficar mais uma hora lá expondo meu filhote já debilitado a outros problemas hospitalares. O tratamento indicado foi antiinflamatório, antialérgico e antibiótico, com a receita em mãos voltamos para casa. ‘Paidrasto’ saiu para comprar os remédios e passamos o resto do dia mimando o baixinho, ganhei folga do trabalho segunda e terça para cuidar dele também. Logo que iniciamos o tratamento os sintomas começaram a desaparecer, a febre foi a primeira a sumir, para nossa alegria, logo sumiu a vermelhidão, a garganta foi melhorando, as bolinhas diminuindo bem lentamente e amanhã acabam os 10 dias de tratamento. Nosso baixinho já está ótimo! 

O melhor amigo do Bernardo, com quem ele convive na escola, também teve o mesmo diagnóstico alguns dias depois, então acreditamos que tenha sido contagio mesmo, faz parte! Alertei as outras mães com quem tenho contato e também a direção da escola, acho importante até porque ano passado a escola inteira pegou catapora, que não seja assim com a escarlatina. 

Quando saímos do hospital o Be me perguntou se ele tinha a doença de bailarino, igual a música que ele dança no ballet. Saímos de lá cantarolando e a trilha sonora da nossa semana foi “Ciranda da Bailarina” de Chico Buarque. 🙂 

“Não livra ninguém,
Todo mundo tem remela,
Quando acorda às seis da matina.
Teve escarlatina, ou tem febre amarela,
Só a bailarina que não tem…”

Peppa Pig  e nós – Uma relação conturbada 

   
A um tempinho fui convidada pela Eliana Lee, redatora do site Tela Kids para dar uma entrevista falando da minha visão de mãe sobre o desenho Peppa Pig. Na verdade ela fez um chamado no Twitter e eu respondi na hora, pois acho o desenho um assunto delicado, que já foi bastante debatido aqui em casa e que talvez eu pudesse contribuir, e ela (fofa) aceitou e escreveu um ótimo artigo sobre o assunto. 

Como contei para a Eliana, há quase um ano começou a febre de Peppa aqui em casa, o Bê assistia várias vezes por dia, ficava atraído por tudo que fosse da Peppa e no começo eu até achava engraçadinho, bonitinho, brincava com ele, comprei até os personagens, um boneco do George e um da Peppa.

Mas essa febre trouxe efeitos colaterais, o comportamento do Bernardo foi mudando, houve um retrocesso em processos de aceitação, ele voltou a chorar a cada não que recebia, fazia birras irracionais e o que foi mais grave, fazia insultos como “não sei quem é bobo”, “não sei quem é burro” se referindo muitas vezes a mim e ao meu marido, mostrando falta de noção de autoridade e respeito, mentia como por exemplo falando “não fui eu” para coisas que tinha feito. Ainda por cima ria de tudo isso. Eu não reconhecia meu filho, fiz várias pesquisas sobre comportamento, fases, situação psicológica da criança e nada explicava. Procurei então de onde ele estava imitando aquele modelo de comportamento, quando um dia, assistindo a Peppa percebi ela chamando o pai de “bobinho” achando graça e sem nenhuma repreensão. O Bernardo, alguns dias antes tinha feito a mesma coisa, havia se referido ao meu marido com a mesma frase usada pela porquinha, mas ao contrário do desenho, aqui em casa ninguém achou graça e o Bê ficou uns minutos em seu cantinho de pensar até se desculpar com a família e entender que não é aceitável ofender ninguém, muito menos pai e mãe. 

Comecei cada vez mais a prestar atenção no desenho e estava tudo ali, todo o comportamento “descompassado” do Bernardo refletido nos personagens George e Peppa. Minha primeira reação foi cortar “vou proibir ele de assistir o desenho”, mas sério? Isso só iria atiçar mais a curiosidade de uma criança, precisava de uma estratégia. Então coloquei o desenhopara assistirmos juntos e fui apontando para ele todos os aspectos que eu considero ruins, mas não como forma de imposição, mas de questionamento. Usei frases como “filho, o Geoge tá chorando por que não quer esperar a vez dele na fila do brinquedo. Você acha que ele precisa chorar? Como é a fila dos brinquedos na sua escola? Alguém chora?” Obviamente a resposta foi não, que na escola cada um espera a sua vez, então não existe motivo para o George chorar. Ao final tive uma bela conversa com ele, explicando que as principais coisas que ele precisa aprender são os exemplos de casa, as coisas que nossa família diz, respeita e acredita, expliquei que o que a gente vê na televisão é apenas distração, que antes de copiarmos atitudes, frases e ações devemos pensar se está de acordo com as orientações que ele recebe de nós, com o que ele acha certo.

A estratégia tinha tudo para dar certo, então diminui sim a quantidade de vezes em que ele assiste o desenho, mas aproveito as poças vezes que ele assiste para ativar nele o senso crítico, rapidamente ele entendeu e passou a aplicar, hoje em dia já aponta sozinho problemas, conflitos e situações que vão contra as informações que ele aprende, faz comentários como “olha mamãe, a Peppa desobedeceu a mamãe dela, não pode né?” E até aplicado a outros desenhos e situações, como se referindo aos desenhos de super heróis, esses dias mesmo ele fez uma observação interessantíssima dizendo “Mamãe, se o herói briga e mata o homem mau, é porque ele também é mau, herói bonzinho de verdade só prende e deixa o homem mau de castigo pra não virar mau também, né?!” Eu tive que concordar. 

Esse processo todo aconteceu durante o último ano, e confesso que agora me sinto muito mais segura para ver coisas que eu gosto na presença dele, como filmes, novelas e séries. Ele interrompe esses programas para fazer observações sobre comportamentos dos personagens que ele considera “feios” e “errados” como brigar, matar, ofender e etc… Aproveitei um desenho polêmico para ativar no meu filho, uma criança de 4 anos, o senso crítico, importante conceito que até muitos adultos hoje em dia esquecem. Foi uma estratégia alternativa que deu certo. 

Quer ler o texto ótimo da Eliana sobre o assunto? Entre aqui: 

http://www.telakids.com/quem-explica-o-sucesso-de-peppa-pig/

Domingo na Praça Pôr-do-Sol

  
Domingo foi um dia relax, fomos passar a tarde na Praça Pôr-do-sol, quem nunca né? Pois é, eu nunca tinha ido. Não é de hoje que ouço as pessoas falarem aqui em São Paulo dessa tal praça, até pessoas de outros locais soltam a frase “você é de São Paulo, então conhece a Pôr-do-sol.” Não pessoas, eu não conhecia, e mesmo tendo a sensação de ter sido a última paulistana a conhecer resolvi fazer um post para que desinformados como eu possam chegar até lá já sabendo mais ou menos como funciona.

Lógico que por não conhecer eu já tinha criado uma expectativa gigante e finalizado a paciência de todos por aqui falando sobre como eu queria conhecer a Pôr-do-sol. Mas finalmente, no feriado, nos organizamos para passar lá na tarde de domingo. E fomos, a princípio eu e Paulinha, a melhor amiga. O Guá, meu marido, trabalhou e encontrou com a gente lá.
Fomos de carro com um outro amigo, na base de wase por que ninguém conhecia o caminho e as ruas da Vila Madalena podem se transformar em um labirinto se o seu senso de direção falhar. De transporte público também não é tão fácil chegar, os ônibus não passam por ela, o que mantém um silêncio super agradável na praça e ao mesmo tempo faz você andar alguns minutos até um ponto de ônibus na Av. Pedroso de Moraes, ou muitos minutos até as estações Vila Madalena ou Faria Lima que estão a uma média de 2km da praça.
O clima é de paz total, chegamos cedo e o máximo de barulho que incomodava era um ou outro vendedor de água ou comidinhas caseiras como tortas, bolos e lanches naturais, mas nada grave. Quando chegamos a praça estava praticamente vazia, alguns casais e poucos grupos de amigos, uma mistura de galera alternativa com galera geração saúde. Conforme o tempo foi passando e a celebridade local, o “pôr-do-sol” foi se aproximando a praça encheu, e muuuito! Mas mesmo assim deu pra manter o clima de sossego, pouco barulho, alguns grupos de amigos com instrumentos faziam a trilha sonora enquanto todos tomavam, literalmente, seu lugar ao sol.
O Pôr-do-sol chegou e foi realmente lindo, uma vista dessas difíceis de encontrar em São Paulo, que valem a pena e deixam até os prédios harmoniosos. É de lavar a alma! Ficamos ali mais um pouco, curtindo o comecinho de noite e com certeza o dia seguinte, a temida segunda-feira, chegou bem melhor e mais leve.
Ah, para as leitoras mamães amigas, dessa vez o Bê não foi, estava no interior com a vovó, mas com certeza quero levá-lo lá também. Não existe muita estrutura, apenas um parquinho é muito espaço, então a minha sugestão é aproveitar para fazer um pic-nic, levando tudo prontinho de casa, toalhas, guardanapos e etc… Ah outra informação importante é que na rua de baixo tem uma padaria que permite o uso do banheiro! Hahaha

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Lista de aniversário

  

Faltam apenas alguns dias para meu aniversário e eu particularmente ADORO fazer aniversário. Amigos, abraços, bolo, alegria, tudo fica mais bonito. Eu desejo pra mim mesma muita coisa boa, todas aquelas que a gente costuma desejar em aniversarios mas como sonhar não custa nada mesmo, eu fiz uma listinha de itens de terceira necessidade que fazem meu coraçãozinho consumista bater mais forte para o caso de alguma alma boa se interessar em me presentear nessa linda data. Hahaha

Venha abril, seja bem-vindo e traga muitas felicidades junto com meus 22 aninhos! 

=)

Capitão Bernardo – A Festa

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Prometi que voltaria para falar da festa desse ano e aqui estou eu!

Esse ano o orçamento foi bem baixo, não cheguei a gastar 1000 reais com as duas festas, e sim, sai mais barato fazer duas pequenas sendo uma para a parte mais próxima da família e outra na escola para a turma dele do que uma grande para chamar todo mundo como fiz nas de 1 e 3.

A de casa foi na tarde de domingo, na sala do nosso apartamento com cerca de 25 pessoas e muito mais adultos do que crianças. O Bê ganhou vários presentes e adorou, ele não se importa em brincar com adultos e crianças mais velhas, muito menos quando todos estão dando atenção a ele hahaha

A da escola foi para ele e as outras 11 crianças da sala, teve baú de tesouros, fantasias de pirata, jogo de argolas e muita diversão. Levei as comidas já embaladinhas e separadas para facilitar, mas confesso que eles pouco comeram os salgados, já os doces……

Praticamente tudo na festa foi feito a mão, os famosos DIYs. Fizemos a parte de papelaria com arte, impressão, corte e montagem em parceria com o super vovô Ro, meu pai. Foram toppers, adesivos, imãs de geladeira, rótulo dos tubetes e bolhas de sabão, bandeirinha com nome, animais piratas e um cartaz com o personagem que criei. A decoração contou com alguns itens prontos da marca Cromus, como o barco de papel, as forminhas de doce em forma de baú e navio e as saias de cupcake, ainda na decoração usei alguns bichos de pelúcia vestidos como piratas. Também transformei algumas caixas de sapato em baús de tesouro com papelão mole, fita crepe e papel crepom que enchi daquelas moedas de chocolate e dadinhos prata e dourado.

O jogo de argolas também foi feito pelo vovô Rô, que adaptou uma moldura resgatada de caçamba, uma placa plástica e alguns cabides. Ficou lindo, foi a alegria da festa e agora enfeita e diverte nossa casa. Para a festa da escola quisemos colocar todas as crianças no clima, um baú de madeira antigo da minha mãe também entrou na dança acomodando os tesouros da festa. Dentro do baú estavam coletes, bandanas e tapa-olhos para todos feitos com TNT pelas lindas e prendadas Vovó Rô e Bisa Pinna, também haviam tubos de papelão (de papel toalha mesmo) usados pelas crianças como lunetas, alguns colares de “pérolas” e coroas, adesivos temáticos e tatuagens infantis. Tudo a vontade para as crianças.

As comidinhas também foram feitas em casa, trabalho da mamãe em parceria com a Vovó Ro e a Vovó Loba. Vale lembrar que gosto mesmo de delícias que fogem ao padrão coxinha, rissole e bolinha de queijo então por aqui tivemos: 2 tipos de torta salgada, barquinhas com pasta de queijo, sanduíchinhos naturais, batata chips e biscoitos de tapioca. E de docinhos: minis cupcakes, gelatina na casca de laranja (sucesso total), brigadeiros clássicos e deliciosos, salada de frutas, tubetes de jujuba, picolés e nossa querida banana pirata.

Além de todas as ajudas nós aqui de casa (mamãe, paidrasto e irmãozinho) trabalhamos muuuito, mas valeu a pena cada segundo e estresse. Foi perfeito e ano que vem tem tudo de novo!

Curtam as fotos 😉

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Quatro anos de amor

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Hoje é dia de festa, Bernardo faz quatro anos e só temos a agradecer a vida. São quatro anos de muitas aventuras, de muito amor e felicidade. São quatro anos também do meu renascimento, da nossa vida, quatro anos que meu coração se dividiu em dois e metade de mim se fez em outro corpo mais lindo e perfeito corpo que a natureza já foi capaz de criar. Ah quem pense eu eu cuido de você filho, mas a verdade é que você que cuida de mim, você que me guia e ainda ri da minha cara dizendo “mamãe atapaiada” quando faço bobagens. Te amo além de todas as coisas que possamos medir, além até do tamanho da nossa imaginação. Obrigada meu pequeno grande amor por todas as alegrias, pelo carinho e orgulho eu você me da. Sou a mãe mais feliz do mundo por ter você comigo. Quero todos os dias acordar com “boom dia mamãe” as 7h da madrugada, contar histórias para você dormir, te socorrer com beijos nos “dodóis” e abraços apertados, viajar em navios piratas, ser a mamãe robô ou fazer parte da Patrulha Canina. Parabéns meu pequeno príncipe, minha missão é te fazer a criança mais feliz de todos os planetas e te educar como uma pessoa de caráter e coração limpos e verdadeiros. Te desejo todo o amor do mundo Emoticon heart

Texto de 16 de Março de 2014

8 de março é dia de luta

Fuzarca Feminista 2014

Ontem foi um oito de março muito estranho, fui tomada por um cansaço físico e psíquico  que me impediu de ir para a Marcha Mundial das mulheres, mas meu coração estava lá. Ao mesmo tempo fiquei em casa quieta e passei o dia refletindo com as diversas manifestações sobre o “dia das mulheres”. É assustador, essa foi a minha conclusão. 

Cada vez mais vemos um dia que foi dedicado a nossa luta se transformar em data comemorativa comercial e pior ainda, as “homenagens” feitas de forma machista e opressora ganham espaço e tentam abafar o que temos dizer. É assustador. Foram incontáveis os textos exaltando a delicadeza feminina, a beleza, o corpo, nossas habilidades como mães e donas de casa, como se isso fosse algum tipo de homenagem, bem de mal gosto, podemos dizer. É agressivo ver esse tipo de comentário vindo de homens, agora vindo de mulheres, eu repito, é assustador. 

Por traz dos parabéns recebidos estão os parabéns por sermos submissas, parabéns por agüentarmos caladas a violência diária, parabéns por desenvolver as tarefas domésticas como se isso fosse obrigação exclusiva, parabéns por se enquadrar a padrões, parabéns por continuar dando a eles a sensação de superioridade. Não obrigada, os seus parabéns para mim são algemas das quais eu preciso me libertar para sobreviver, todas nós precisamos. As flores que vocês comparam a nossa “beleza” seriam mais justas se usadas para homenagear as milhares de irmãs mortas por violência doméstica, abuso, aborto clandestino. Somos menos flores e mais espinhos. Esse dia é para elas, e para que nós não nos tornemos elas, para que nós sejamos capazes de sobreviver e continuar lutando. Esse dia é para lembrar a todos que por traz das estatísticas temos rostos, nomes e histórias.