​18° congresso nacional da União da Juventude Socialista – Canto a esperança de um mundo novo 

Foto: Cobertura Colaborativa 

O Sociologia de Salto Alto está de volta e com toda a força e alegria direto de um dos congressos mais importantes de políticas públicas e mobilização social de juventude do Brasil, o 18° Congresso Nacional da UJS. A união da juventude socialista é uma entidade que une jovens de esquerda de todo Brasil que estão interessados em mais do que o discurso político, que se interessam por fazer política de forma democrática, dando voz a todos os grupos sociais e atuando fortemente nas frentes de Educação, Feminista, LGBT, de Negros e Negras e em defesa das classes mais baixas. 

O congresso de 2016 vem com o tema “Canto a esperança de um mundo novo” para exaltar a alegria e força da juventude que ocupou escolas por pautas educacionais e que vem tomando a linha de frente na luta contra o golpe político. A magia não só desse congresso, mas desses jovens, é a capacidade de lutar por pautas muito sérias e de fazer política com responsabilidade e com o sorriso no rosto, de fazer a luta ser divertida e includente, com um humor cada vez mais livre de preconceitos, machismo, lgbtfobia e qualquer forma de opressão. 

Ontem (sexta, 29/06/2016) , no segundo dia de congresso, aconteceu um ato político  com a presença de importantes lideranças de esquerda como o presidente nacional da UJS Renan Macaxeira, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a vice-prefeita e secretaria municipal de educação Nadja Campeão, a Presidenta nacional do PCdoB Luciana Santos, a Presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes) Carina Vitral, o ex senador Eduardo Suplicy, o deputado Orlando Silva e Lula, ex-presidente  da República. As falas lembraram a importância da UJS na construção de políticas públicas de educação como o Prouni e o Reuni, a importância do movimento estudantil na construção da constituição de 1988 e do período democrático que se seguiu e está atualmente sendo ameaçado. O ex presidente Lula fez uma convocação aos jovens brasileiros para que tomem os espaços políticos e reclamem seu direito à voz ativa, fazendo graça quanto à sua idade e lembrando que nós, jovens, somos os únicos que conhecemos as reais necessidades da juventude, não cabendo a “velhos políticos” e conservadores tomarem decisões por nós. 

Lula também falou sobre esses novos comunismo e socialismo que são as vertentes da UJS, um comunismo que superou sua fase violenta e agressiva e hoje luta por um mundo de aceitação e respeito, onde todas as pessoas sejam livres para ser como desejam e ninguém sofra violência ou opressão por não se enquadrar ao padrão, estético, sexual, comportamental e étnico.

Com esse objetivo a estratégia é festejar a diversidade, empoderar pelo amor próprio e ao próximo e exigir respeito. Para isso a UJS se divide e ocupa espaços nas entidades de representação dos estudantes e em diversos movimentos sociais, levando ações e debates e buscando cada vez mais dar os espaços de poder político para a população que mais necessita.

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Crucificação das Pessoas Trans


foto disponivel no Facebook da atriz

Durante a parada LGBT 2015 de São Paulo a linda atriz transsexual Viviany Beleboni encenou uma crucificação. Na época a situação gerou bastante polêmica, os religiosos atacaram considerando o ato um “desrespeito” a sua fé, vi milhares de pessoas criticando a situação como algo grotesco e pornografico. Eu estava lá porque adoro a festa e digo que Viviany estava linda, divando e mandando uma mensagem social fortíssima. Na época eu já defendi a encenação pois entendo que os transsexuais e homossexuais são crucificados todos os dias pelos pré-conceitos heteronormativos e pela “moral” religiosa. Se a história bíblica conta a crucificação de Jesus como um ato heroico, onde ele teria dado sua vida para proteger seus iguais, não entendo a diferença do ato realizado na Parada. O que eu vi na situação foi uma mulher se crucificando heroicamente, expondo sua intimidade, identidade e corpo para defender a vida de seus iguais, afinal o Brasil é o país que mais mata gays, lésbicas, travestis e transsexuais no mundo. Apenas em 2012 44% dos assassinatos por homofobia e transfobia do mundo aconteceram no Brasil. O número é assustador, mas seria ainda mais se todos os crimes fossem registrados corretamente, a polícia que deveria oferecer segurança a todos, sem distinção de raça, cor, gênero ou sexo, é um grande obstáculo. Além do registro desse tipo de homicídio ocorrer como homicídio comum sempre que possível, dificultando muito a obtenção de dados para análise, também existe a continuação da violência para aquela que foi violentada e sobreviveu. Os relatos de pessoas que procuraram a polícia costumam vir com tratamento pelo gênero de nascimento não pelo gênero de identificação, violência física e verbal, humilhação e culpabilização da vítima. É óbvio o que leva as pessoas que sofreram violência a fugirem da polícia, o medo de intensificação dessa violência.  

Aqui no centro de São Paulo eu tenho a sorte de conviver um pouco com essas mulheres tão especiais, falo mulheres por que realmente tenho mais contato com mulheres trans do que com homens trans, fazemos compras no mesmo mercado, frequentamos a mesma farmácia, nos cruzamos o tempo todo na rua e eu faço questão de puxar um assunto sempre que possível ou só expressar para elas o meu mais sincero sorriso de sororidade. Infelizmente também vejo de perto a violência com elas, como grande parte das pessoas olha torto, desvia, aponta e discrimina, cansei de ver que até aquelas que se submetem a prostituição são tratadas de forma diferente das garotas de programa cisgenero. As profissionais do sexo Cis entram nos carros de seus clientes, são exibidas pelos seus clientes e eles conversam e negociam valores abertamente, nota-se que os clientes não se incomodam de serem vistos com elas, agora, quanto as profissionais do sexo Trans a história é bem diferente, o contato com o cliente costuma ser distante, uma troca de olhares e sorrisos disfarçada, amedrontada, quando contratadas costumam andar a frente ou atrás de seus clientes, nunca lado a lado, já cheguei a ver clientes que combinam o local com a profissional e fazem caminhos diferentes. Tenho vontade de abraçá-las, levar para casa e dizer amiga, você não está sozinha, tenha orgulho de quem você é! 

Viviany não foi a primeira a usar imagens bíblicas como forma de protesto contra a violência oriunda dessa tal “moral” religiosa, outros artistas já fizeram coisas parecidas e os publicitários fazem bem mais, usam imagens bíblicas para vender qualquer coisa, afinal, ganhar dinheiro usando a fé das pessoas não é pecado, usar a imagem bíblica para lutar por justiça, respeito e vida, é pecado. É sério isso? Sim, infelizmente é muito sério. Tão sério que no último final de semana a atriz foi reconhecida próximo de sua casa e sofreu um atentado, foi atacada por alguém que portando uma faca dizia agir em nome de Deus, que Viviany pagaria pelo que fez. Por sorte Viviany conseguiu se desvencilhar do agressor e fugir, logo depois veio a público por sua página no facebook mostrando os hematomas e cortes que sofreu e dizendo que não iria a polícia para não sofrer mais violência, que iria se esconder em casa. 

Eu fico aqui me perguntando, quantas vezes Viviany foi crucificada? Se crucificou em seu ato, na Parada, na sequência foi crucificada por muitos, a ponto de precisar abrir um processo por danos morais contra o Pastor Marco Feliciano, e agora crucificada literalmente, agredida por ser ela mesma. Poderiam ser só essas crucificações, mas mesmo sem conhecer a história pessoal dessa moça que para mim é uma verdadeira heroína, acredito que tenham sido muitas mais as crucificações. 

Essa nota é uma nota de repudio a violência sofrida por Viviany e por todas as outras mulheres Trans, mulheres Cis e a comunidade LGBT, é uma nota de desabafo, de tristeza mas também de força. Essa nota, antes de qualquer coisa é um abraço para Viviany, uma declaração de apoio e de esperança para que ela não desista, não se cale e exiba por aí sua arte e seus protestos. Viviany, você é linda, talentosa e merece ser muito feliz. 

8 de março é dia de luta

Fuzarca Feminista 2014

Ontem foi um oito de março muito estranho, fui tomada por um cansaço físico e psíquico  que me impediu de ir para a Marcha Mundial das mulheres, mas meu coração estava lá. Ao mesmo tempo fiquei em casa quieta e passei o dia refletindo com as diversas manifestações sobre o “dia das mulheres”. É assustador, essa foi a minha conclusão. 

Cada vez mais vemos um dia que foi dedicado a nossa luta se transformar em data comemorativa comercial e pior ainda, as “homenagens” feitas de forma machista e opressora ganham espaço e tentam abafar o que temos dizer. É assustador. Foram incontáveis os textos exaltando a delicadeza feminina, a beleza, o corpo, nossas habilidades como mães e donas de casa, como se isso fosse algum tipo de homenagem, bem de mal gosto, podemos dizer. É agressivo ver esse tipo de comentário vindo de homens, agora vindo de mulheres, eu repito, é assustador. 

Por traz dos parabéns recebidos estão os parabéns por sermos submissas, parabéns por agüentarmos caladas a violência diária, parabéns por desenvolver as tarefas domésticas como se isso fosse obrigação exclusiva, parabéns por se enquadrar a padrões, parabéns por continuar dando a eles a sensação de superioridade. Não obrigada, os seus parabéns para mim são algemas das quais eu preciso me libertar para sobreviver, todas nós precisamos. As flores que vocês comparam a nossa “beleza” seriam mais justas se usadas para homenagear as milhares de irmãs mortas por violência doméstica, abuso, aborto clandestino. Somos menos flores e mais espinhos. Esse dia é para elas, e para que nós não nos tornemos elas, para que nós sejamos capazes de sobreviver e continuar lutando. Esse dia é para lembrar a todos que por traz das estatísticas temos rostos, nomes e histórias. 

Sou mãe e apoio a legalização do aborto

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Essa semana a notícia mais polêmica foi a fala do atual Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Esse deixou claro que projetos sobre a legalização do aborto só serão votados “por cima de seu cadáver”. Ao mesmo tempo, os vários grupos sobre maternidade que eu participo foram bombardeados de fotos de gestantes em uma campanha contra o aborto, mulheres se dizendo a favor da vida e fazendo comentários preconceituosos e violentos, desejando a morte das suas semelhantes que abortam.
Eu sou mãe, amei meu bebê desde o primeiro instante e não cogitei a opção aborto, mas minha família foi clara, se essa fosse a minha decisão (só minha) sairíamos do pais e procuraríamos a forma menos prejudicial de realizá-lo, sem tabus. Porém me coloco no meu lugar de mulher de classe média, branca e de família “moderna”, sei bem da minha situação privilegiada e que infelizmente não é assim com todo mundo, não é assim com a maioria.
As mulheres que abortam são mulheres assim como eu, são irmãs de luta e não monstros como pinta a sociedade. As mulheres que abortam tem cada uma sua própria história, são mulheres religiosas, que já são mães ou pretendem ser em outro momento, são mulheres que sofrem violência física, verbal, emocional e/ou financeira por parte de seus companheiros, são mulheres que sabem que só elas podem decidir o que é melhor para elas, se é ou não o momento de ser mãe, são mulheres que carregam essa memória traumática pela vida toda. Essas mulheres são uma entre cada cinco brasileiras.
Eu me solidarizo a essas minhas irmãs, eu como mãe sei que filho não é brincadeira e tem que ser levado muito a sério, se você não está preparada para isso, não tenha. O feto em idade gestacional correta que é abortado esta livre de sensações, sentimentos e funcionamento cerebral, diferente de um bebê que é abandonado, de uma criança que sofre maus tratos.
Atualmente o Brasil realiza abortos, cerca de um milhão deles por ano, porém na ilegalidade. A questão não é poder ou não abortar, as brasileiras abortam sim, desde sempre pois as índias já controlavam muito bem sua relação com a concepção através de ervas e rituais. A situação do aborto ilegal já penaliza quem procura esse tipo de atendimento, o aborto mal feito é a quinta causa de morte materna no país.
Essas mortes são consequência da precariedade das clínicas clandestinas, onde o serviço não é profissional, a higiene é baixa e a estrutura não existe. Os valores cobrados por esse tipo de serviço também são absurdos, assim a mulher que “demora” para juntar o dinheiro passa da idade gestacional adequada, correndo maiores riscos. A legalização e o atendimento médico público para o aborto são assuntos de extrema importância para que sejamos realmente a favor da vida, da vida das mulheres, da qualidade de vida das crianças.
Ser mãe é um direito e não uma obrigação e se for preciso senhor Eduardo Cunha, passaremos por cima do seu cadáver para que o senhor e seus semelhantes parem de pisotear o cadáver de tantas mulheres vítimas da ilegalidade do aborto.

Feminista sim senhora!

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O feminismo é um sentimento que nasceu comigo mas que me trouxe muitos conflitos internos antes de eu realmente me dedicar a estudar e entender sobre ele. Sempre tive a sensação de que havia algo errado em uma sociedade onde as mulheres mostram obediência aos homem sobre assuntos em que elas são as protagonistas. Nunca entendi a idéia de preservar o corpo, se esconder e ao mesmo tempo manter um padrão de beleza físico. A quem interessam essas regras? Não as mulheres. Nunca entendi por que as mulheres da minha família aceitavam humilhações, traições e desprezo em nome da aparência do casamento. Fui tratada como louca, como rebelde, adoravam dizer que “eu nunca iria conseguir um homem” como se isso fosse o ápice da vida de uma mulher. Na adolescência ser tratada como louca e a esquisita não faz bem pra ninguém, entendi que o problema era eu e tinha que me adaptar. Na mesma fase veio o primeiro namoro sério, minha primeira experiência direta com o machismo. A pressão para perder a virgindade, para estar bonita, cheguei a achar que o fim do mundo seria perdê-lo, mas ele nunca mostrou medo de me perder. Ele desfilava pela escola com a “melhor amiga” loira, magra e alta. Eu, gordinha, baixinha que não era nenhuma expert em truques de beleza resolvi virar o jogo. Embarquei em uma bulimia que evoluiu para anorexia, renovei meu guarda roupa com coisas da moda, justas e sexy. Aprendi a me maquiar, emagreci mais do que deveria, me fiz objeto de desejo da escola inteira, eles queriam estar comigo e elas queriam ser iguais a mim. Agora quem fazia bulling era eu. Até que de repente o machismo se inverteu e me atacou novamente, agora eu era a puta pelas roupas que usava, os caras achavam que poderiam fazer as piadas que bem intendessem em relação a mim e ouvia “você decidiu ficar assim, bonita, agora tem que aturar as consequências”. E o problema continuava sendo eu, que cada vez mais magra cheguei a tentar suicídio, queria desistir do mundo. No meio do sonho da carreira de atriz, pela qual eu me dediquei alguns anos na adolescência entendi que o papel principal é sempre de quem dorme com o diretor, ou faz ele pensar que isso irá acontecer. Os meus papéis eram sempre de “Lolita”, esbanjando apelo sexual. Tive alguns namorados, incrivelmente um mais machista que o outro e eu tentando me ajustar. Aos 17 veio a gravidez, eu por alguns instantes acreditei que estava caminhando para o mesmo destino da maioria das mulheres, casar, viver para cuidar da casa, do filho, do marido. Desisti de mim. Porém no final da gestação eu já entendia que não daria para ser assim, o meu então namorado com quem eu morava começou a ser pior do que eu poderia imaginar em uma mistura de falta de caráter, machismo e drogas sintéticas. Eu ficava presa, não podia falar para ninguém oque se passava enquanto ele se drogava dentro de casa durante minha gestação, fui afastada dos meus amigos e convencida de que essa era a única opção que eu tinha. No meio desse loucura fui convencida pelo GO que eu não seria capaz de parir, era muito nova, muito pequena, ele inventou milhões de desculpas e eu sai de lá me sentindo o pior ser humano, incapaz de dar a luz ao meu filho. Me fizeram uma cesárea desnecessária e ainda tentaram me convencer que eu não conseguiria amamentar.
E antes que a violência doméstica se tornasse física meu filho nasceu, nasceu com ele uma leoa dentro de mim. Essa veio cheia de dúvidas e revoltas mas me trouxe coragem e curiosidade para entender a situação que eu vivia.
Criei coragem e gritei pro mundo que sim, eu dou conta de criar meu filho sozinha! Me separei, ouvi todos os absurdos possíveis. 18 anos, um bebê no colo e muita coragem, era tudo que eu tinha. O apoio dos meus pais foi fundamental, mas sempre junto com muita cobrança. Decidi não voltar para a casa dos meus pais, seriamos eu e bebê cuidando um do outro. No centro de São Paulo quando você é mãe solteira e jovem automaticamente é taxada mais uma vez de prostituta. Ai a leoa atacou novamente, eu descobri e me vi no feminismo. O corpo é meu, a casa é minha, o filho é meu, as contas são pagas por mim, ou seja ninguém que não viva exatamente o que eu vivo tem o direito de julgar. Tomei essa lição pra vida, mudei minha atitude e abri os olhos, será que tudo isso aconteceu só comigo? E a resposta é não, não mesmo. Sorte tive eu de passar por tudo e manter a vida, mas infelizmente essa não é a realidade de todas. É absurda a forma como os outros tomam conta das nossas atitudes de forma ignorante, padronizada. O machismo mata milhares de mulheres das formas mais abrangentes, a sensação de posse sobre a mulher leva a índices assustadores de violência, mulheres vivem em cárceres privados, tem suas roupas censuradas, são violentadas verbalmente inúmeras vezes em um único dia, são julgadas o tempo todo, até a constituição nos diz o que fazer ou não com nosso próprio corpo. O que me difere dessas mulheres? Nada! Somos todas irmãs, passamos todas pelo mesmo tipo de violência de gênero e só temos umas as outras para nos defender.
Às mulheres machistas falta o senso de sororidade, falta talvez entender que aquilo a que ela é submetida contra sua vontade é sim uma violência, não é normal e tem saída.
Eu só serei uma mulher livre quando todas as minhas irmãs também forem livres!

Lulu

Morri!! HAHAHAHAHAHAHAHA

Criticar a nossa brincadeira (sim, BRINCADEIRA que nem permite ofensas) é muito mais fácil que admitir que ser rotulado, moldado, analisado e comparado perante padrões toscos de comportamento dói! Ee olha que coincidência, nós mulheres “temos” que obedecer a padrões machistas o tempo todo, somos rotuladas, assediadas, violentadas por que homens determinaram que qualquer coisa fora do padrão de mulher perfeita definido por eles deve ser recriminado de qualquer forma e principalmente através do uso da força e do discurso, sim é tão violento agredir uma mulher quanto lançar um comentário pornográfico qualquer sobre ela por que VOCÊS não aprenderam a controlar seus instintos mais primitivos.  Antes de dizer que não temos o direito de expor suas características e qualifica-las no Lulu pense se você nunca expôs uma mulher por qualquer característica ou até no que alguns chamaríam de elogio (ser chamada de “gostosa” na rua toda vez que preciso sair de casa passa bem longe de um elogio, é abusivo, constrangedor e NOJENTO!) , principalmente se você nunca fez isso em público e nem se preocupou em como ela se sentiria a respeito.

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